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Editora Singularidade

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Edição de livros de pequenas tiragens, 50100, 200, 300...... exemplares. A edição compreende ISBNficha catalográfica e código de barras.
A Editora Singularidade visa, inicialmente, a publicação de livros de literatura, poesia, contos e romance, e acadêmicos. As tiragens sugeridas são de 50, 100, 200, 300 até 500 cópias. Mas, podemos fazer grandes tiragens também. A edição compreende ISBN, ficha catalográfica, concepção de capa e diagramação. A revisão fica a cargo do autor.
Especificações mais usuais para a publicação de seu livro;
MIOLO Pólen Soft – Gramatura , 80g Pólen Bold – Gramatura  90 g Couchê – Gramatura 90, branco, não reflete a luz, ideal para livros com ilustrações
CAPA
com orelhas Tamanhos: A5, 14x21 ou similar 4 cores, cartão TP Lux STAR LD 250g. ​ Envie seu original para: ​​​ email: editorasingularidade@outlook.com



faremos uma avaliação e uma proposta para seu livro.







http://editorasingularidade.wixsite.com/singularidade


Poema de Rosa Maria Mano: O ovo da serpente

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Que eu possa olhar pra mim de novo.
E me inteirar de tanta perfeita beleza.
E das miudezas, fragilidades, feiuras.
De um muro coberto de heras sobre cal branca.
Que eu possa me ver pelos cantos,
ser diminuta por um instante.
Me encontrar na plataforma onde aguardo a viagem,
o rosto em chamas, machucado ainda do orvalho.
Esta de mim que está viva e marinada,
impossível como quem sabe nada
e possível como a fera sob a cama,
quer descobrir o mal que deslumbra.
Um ser pulsante, impessoal e arrebatador,
como um imã retorcendo pontes.
Como se me abraçassem morte e vida.
Urgente, retirar a manta do costado,
diluir no rio que me corta.
E, de tão pequena, me fazer ausente,
transmutadas meias-verdades,
sublevadas encantações, ressurgidas candeias.
Insurgente ovo da serpente-humana.

A poética de Jean Narciso Bispo Moura: de narciso e aqualouco todo poeta tem um pouco - Fabiano Fernandes Garcez

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O aqualouco banha-se com água. O louco banha-se com terra O poeta banha-se com palavras Eu divido os três em 24 horas Eu sou o aqualouco Louco Poeta Divisão inexata
Jean Narciso Bispo Moura, além de professor e filósofo, é uma voz potente no cenário contemporâneo da poesia, autor de cinco livros e desde do seu primeiro já tem uma poética própria, sólida e madura. Em sua obra é evidente a lapidação, o burilamento que cada bom poema necessita. Em sua maioria, os poemas de Jean Narciso são curtos, com grande poder de síntese, de ritmo e musicalidade da fala cotidiana.
A escolha vocabular é precisa, sempre acertada semanticamente, por vezes alguns vocábulos não são de uso corriqueiro, coloquial, que destoa de todo o poema, provocando sempre um agradável estranhamento ao leitor, que passa a ter certeza que mesmo emulando um tom e uma realidade conhecidas, cada poema é um objeto de linguagem e por isso arte, sobre isso Jakobson diz:
A poesia vive em conflito com o tempo e o pensamento e manifesta e…

A Exaltação da feminilidade: o amor como transcendência em Rosa Maria Mano - Jandira Zanchi

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A efervescência poética que assola a literatura brasileira tem nos trazido revelações que, por si mesmas, são êxtase. Um conjunto de vozes dispare e heterogêneo, lirismo exacerbado, métricas curtas e reais, boas dosagens de razão e concretismo, metafísicas e sabedorias deitadas ao cumprido da inspiração. O amor, tema que na poesia se eterniza e não questiona, tem tido alguns bons artífices.  Em um tempo que acua a feminilidade, tentando dar-lhe contornos e prognósticos masculinos ou híbridos, para somente assim aceita-la, redimi-la, uma enxurrada, de boa qualidade, de poetas mulheres levanta a bandeira da rebelião no poema: e desnudam desejos, úteros, coração, emocionalidades, totalmente decididas a entrar na arena da razão e da criação vestidas de si mesmas, jamais espelho de seus algozes e/ou amantes.
        Rosa Maria Mano é maiúscula nessa redefinição de poética e abstração. Tímida, hibernada e vulcânica da própria alma, recita, num compasso incansável, a sensualidade femin…

Jean Narciso Bispo Moura

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Retratos Imateriais de Jean Narciso Bispo Moura  é o próximo lançamento da Editora Singularidade.  A ilustração de capa é da artista plástica mineira Cristina Arruda. Jean, que participa da cena literária brasileira desde 2000, é um poeta fluente, preciso, com uma voz lírica consciente, sem rasgos de desespero, mas,madura, sábia, observadora e tranquila. Alguns poemas do livro:
desespero temporal

o tempo envelhece na pele da humanidade os séculos descansam no colo do milênio o tempo envelhecido caça rã tartaruga e borboleta a palavra como fiel secretária redige entre uma pincelada e outra a tênue escritura de um só homem

língua postiça

por que tenho tanto receio
do que está por detrás
da clandestina figura mitológica? a sua língua postiça
nunca produzirá diálogo para pôr luz no litigioso enigma

utopia

vejo-me a dois séculos dentro de um livro encontro-me enterrado na demolição da casa  de um estrangeiro sou página coberta de poeira e amarelo


Jean Narciso Bispo Moura (1980).Poeta, natural de São Félix-BA …

SÉRIE AMAITÉ

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A série Amaité da Editora Singularidade é destinada a livros de 40 até 60 pgs no  formato 12x19 cms(ou similar) 
Formatação:
Capa c/Orelhas de 7 cms em Cartão TP Lux Star LD 250g.  Miolo:  12x19cm, 4 cores, em Polen bold 90g.  
Custo

a edição compreende, ficha catolográfica, isbn com código de barras,  não fazemos revisão de texto.

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